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Licitação de R$ 3,2 bi para dessalinizar água do mar avança com consórcio liderado pela Marquise

A Comissão de Concorrência do Governo do Ceará julgou improcedentes os cinco recursos administrativos que questionavam a proposta comercial do consórcio Águas de Fortaleza, que tem empresa espanhola na composição.

 

Em mais um significativo passo no andamento do projeto da Planta de Dessalinização da água do mar de Fortaleza e Região Metropolitana, a Comissão Central de Concorrência do Governo do Ceará julgou improcedentes os cinco recursos administrativos que questionavam a proposta comercial do consórcio Águas de Fortaleza, formado pelas cearenses Marquise e PB Construções, além da gigante espanhola Anbegoa Água.

Na prática, significa que a CCL considerou corretos os complexos cálculos financeiros de um projeto que alcança R$ 3,2 bilhões distribuídos ao longo de 30 anos de contrato. Na sequência da decisão em reunião ocorrida na tarde desta segunda-feira, a Comissão realizou a abertura do envelope de habilitação do consórcio que foi o primeiro colocado na fase de proposta comercial.

O equipamento ficará na Praia do Futuro. Como revelou o Focus em primeira mão em outubro passado, a disputa na primeira etapa (preço) foi acirradíssima. Ao fim da concorrência internacional, a Marquise, em conjunto com suas associadas, venceu a etapa que trata dos valores envolvidos no negócio. O projeto tem origem na Cagece.

Na época, o diretor da Marquise Infrestrutura, Renan Carvalho, declarou ao Focus que a Planta “é um projeto de grande envergadura. Tanto no sentido do pioneirismo, visto que será a maior do Brasil em extensão e em produção de água, como em relação à questão social – levar abastecimento de água para pessoas é promover saúde e dignidade, ainda mais para essa região que historicamente sofre com constantes secas”.

O objetivo da concessão busca segurança hídrica, principalmente para a Capital. O plano é diversificar a matriz hídrica do Ceará de forma que o abastecimento de água potável não dependa apenas das chuvas. Com a Planta em funcionamento, o macrossistema integrado da RMF contará com incremento de 12% na oferta de água.

A obra tem o valor de R$ 118 milhões ao ano e compreende a construção da usina, sistema de captação de água marinha, emissário e adutora, além da operação e manutenção do sistema. A área da usina corresponde a um terreno de duas quadras parcialmente desocupadas, com 2,3 hectares (ha), sendo 2 ha referentes às duas quadras. O acesso principal à área do empreendimento será feito pela Rua Francisco F. Di Ângelo e Avenida Dioguinho. A usina captará água do mar a uma distância de 2,5 mil metros da costa e 14 metros de profundidade.

A concorrência é considerada de alta complexidade tanto financeira quanto técnica. O mercado considera que a experiência da Abengoa foi importante no processo. A empresa, com sede mundial em Sevilha, está organizada nas seguintes áreas de negócios: Energia, Água, Transmissão e Infraestrutura e Serviços.

A espanhola tem hoje em execução projetos em Waad Al Shamal (Arábia Saudita), Parque Solar de Dubai, Agadir (Marrocos), O&M Planta Solar (Espanha), Salalah (Omã), Chuquicamata-Humos Negros (Chile), Rabigh (Arábia Saudita) e Fulcrum (EAU)

A Marquise, empresa com atuação em diversos estados, vem ganhando projetos de envergadura na área de infraestrutura. As ampliações no Porto do Pecém são exemplos. Mais recentemente, a empresa passou a atuar na área e extração de gás natural. A coleta de resíduos sólidos, construção civil e shoppings centers são outras áreas em que a empresa, que faz 47 anos em 2021, também atua.

 

Fonte: Focus.jor

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