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No Pará – Prefeito é afastado do cargo e empresários do Pará são investigados por suspeita de irregularidades em licitações

Prefeito de Bonito é afastado do cargo e empresários do Pará são investigados por suspeita de irregularidades em licitações
Operação Saturno, do Ministério Público, prendeu duas pessoas em flagrante durante mandados de busca e apreensão. Joias e dinheiro estão entre itens localizados nas casas de investigados.

O prefeito de Bonito, no nordeste do Pará, Michel Assad, foi afastado do cargo nesta quarta-feira (3) por suspeita de “irregularidades em procedimentos licitatórios e contratos de algumas empresas” com a prefeitura.

O afastamento foi determinado pela Justiça a pedido do Ministério Público do Pará (MPPA), que deflagrou a Operação Saturno para cumprir 20 mandados de busca e apreensão nas casas dos investigados, entre eles empresários.

“A investigação é focada em seis empresas, que são na maioria de familiares do prefeito”, informou Daniel Bona, Promotor de Justiça delegado do caso.

Duas pessoas foram presas em flagrante por porte e posse ilegal de arma de fogo durante os mandados de busca e apreensão. Além das armas, jóias e dinheiro também foram encontrados. Não foi informado quanto e quais itens, ao total, foram apreendidos.

Até a publicação desta reportagem, o g1 não obteve retorno aos recados deixados à prefeitura e ao prefeito com pedido de posicionamento sobre a operação.

O Ministério Público do Pará não detalhou o período em que as irregularidades teriam ocorrido nem quantas pessoas são investigadas ao todo. Também não foi confirmado quem são as duas pessoas presas, no entanto, segundo o MPPA, nenhuma delas é o prefeito.

Mais de 50 agentes cumprem mandados de busca em Bonito, Capanema, Santa Maria do Pará, Ananindeua e Belém.

A investigação iniciou neste ano após denuncias “contra o Prefeito Municipal de Bonito apontando várias irregularidades em procedimentos licitatórios e contratos de algumas empresas com o Poder Público Municipal”. Não foi informado quando ocorreram as primeiras denúncias.

“Restou constatado que as contratações ora investigadas apresentam conjunto consistente de indícios de fraude, sugerindo montagem do processo e favorecimento das empresas contratadas, que no geral pertencem a parentes do gestor municipal”, informou

A ação é realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Inteligência e Segurança Institucional do (GSI/MPPA), o Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o Gabinete Militar e a Procuradoria-Geral de Justiça.

Os mandados de busca, prisão e afastamento do prefeito foram deferidos pelo Tribunal de Justiça do Estado do Pará a pedido da Procuradoria-Geral de Justiça.

(Fonte: Folha do Progresso)

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