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ANP admite que leilão de petróleo pode ficar para o ano que vem

Apesar da expectativa do mercado e do hiato de três anos sem licitações, o país pode ficar mais um ano sem fazer leilões de blocos de petróleo.

 

 

A ANP (Agência Nacional do Petróleo) já admite que a 11ª rodada pode ficar para o ano que vem. Segundo o diretor da agência, Hélder Queiroz, o tempo para que o leilão seja feito esse ano está se esgotando.

Aprovado pelo CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) em abril, o leilão depende de autorização da presidência da República.

“Nos próximos dez dias, a gente tem que ter alguma definição, não depende da ANP”, disse Queiroz, após participar de café da manhã promovido pela Onip (Organização Nacional da Indústria do Petróleo).

O diretor destacou que a agência está preparada para tocar os procedimentos referentes ao leilão assim que o Planalto der o sinal verde.

“A agência está louca para fazer [o leilão], ainda mais que teve essa descontinuidade”, comentou, ao se referir ao fato de que a 10ª Rodada foi realizada em 2008. Esse leilão, no entanto, só teve blocos em áreas terrestres. Blocos no mar, que são os mais atraentes, não são leiloados desde 2007.

A turbulência no mercado internacional não terá influência no apetite das empresas de petróleo, avaliou Queiroz. Para ele, essa indústria trabalha com um horizonte maior

“A empresa de petróleo não olha a condição do dia. E temos uma atratividade muito grande em relação a outros países”, observou o diretor, que foi empossado no mesmo passado.

No mesmo evento, Florival Carvalho, outro diretor recém empossado, disse que a ANP se prepara para multar mais empresas por descumprimento das regras de conteúdo local.

Recentemente, a Petrobras foi condenada a pagar R$ 29 milhões por não contratar volume mínimo prometido de equipamentos e serviços fabricados no Brasil para 44 blocos obtidos nas 5ª e 6ª rodadas.

Na época, o critério de conteúdo local tinha peso determinante na licitação. Muitas empresas inflaram esses dados para levar as concessões, e não conseguiram cumprir o que havia sido prometido. A ANP mudou esse critério nos leilões posteriores, e reduziu o peso do conteúdo local.

“Verificamos de oito a dez empresas que não cumpriram o que tinham prometido, e vamos puni-las”, declarou Carvalho.

Por: CIRILO JUNIOR| DO RIO
(Fonte: Folha de São Paulo)

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