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Logística de mercado mais avançada torna gás americano mais barato, diz especialista

 

A primeira licitação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) em áreas de xisto está prevista para outubro deste ano.

 

 

Rio de Janeiro – Uma logística de mercado mais avançada faz com que o shale gas (gás de xisto) explorado nos Estados Unidos tenha um custo menor para a indústria norte-americana na comparação com o custo do gás natural para a indústria brasileira. A avaliação é do diretor-geral do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne), economista Jean-Paul Prates, em entrevista à Agência Brasil, ao comentar estudo da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) sobre o custo do gás no Brasil e nos Estudos Unidos.

 

“Existe um preço de mercado que é reflexo não apenas de uma estrutura de produção já muito desenvolvida, que o Brasil proporcionalmente também já dispõe, mas de uma outra coisa que o Brasil não dispõe, que é uma logística de coleta, de mercado de gás, que o país nunca chegou a desenvolver”. Isso significa que mesmo antes do gás de xisto, o valor do gás americano sempre foi mais baixo em função da logística de coleta, de transporte (gasodutos) e, finalmente, do sistema de distribuição, que são lastreados em regras claras, o que torna a indústria americana competitiva, informou Prates.

 

“Toda essa estrutura está montada e recebe investimentos regulares de vários agentes”. Essa estrutura pressupõe um monopólio natural, que é altamente regulado, disse o economista. Segundo o diretor-geral do Cerne, a estrutura de gás no Brasil tem um único agente, que é a Petrobras. “O setor sofre pouca intervenção da parte do governo em termos regulatórios”, observou.

 

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