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Transpetro cancela a licitação de oito navios

A Transpetro cancelou a licitação de oito navios para o transporte de produtos de derivados de petróleo, que seriam construídos no Brasil.

 

A Transpetro cancelou a licitação de oito navios para o transporte de produtos de derivados de petróleo, que seriam construídos no Brasil, na segunda fase do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef). A empresa abrirá, até o fim deste mês, nova licitação para a contratação dos navios. No total, a Transpetro fez licitação para 49 navios em duas fases do programa.

Destes, 41 já foram contratados com investimento de R$ 9,6 bilhões – 11 construídos no Estado do Rio e outros 30 em Pernambuco pelos estaleiros Atlântico Sul e Promar. Para 2011, está previsto o lançamento de mais seis navios do programa.

 

Dos oito navios com licitação cancelada, cinco, com capacidade para 30 mil toneladas de porte bruto, cada um, seriam construídos pelo estaleiro Rio Nave (RJ), que havia firmado contrato com a subsidiária da Petrobrás. Os outros três foram negociados com o estaleiro Mauá, mas não houve acordo quanto aos preços. Os oito navios serão, agora, licitados em dois lotes. Este mês, o Rio Nave e a Transpetro firmaram acordo cancelando o contrato de cinco navios de produtos, porque o estaleiro não apresentou a documentação para que a construção dos navios começasse. Essa documentação – garantias de condições técnicas, financeiras e operacionais – é que daria “eficácia” ao contrato, ou seja, condições para que as obras fossem iniciadas.

Já a licitação para três navios de produtos de 45 mil toneladas havia sido cancelada em novembro. O estaleiro Mauá, que disputava este lote com três navios, tem outro contrato com a Transpetro para a construção de quatro navios de produtos, com capacidade para 48 mil toneladas de porte bruto. Dois destes navios – o Celso Furtado e o Sérgio Buarque de Holanda – já foram lançados ao mar.

 

Os outros dois estaleiros do Rio com contratos firmados são o Eisa – que constrói quatro petroleiros Panamax – com capacidade para 73 mil toneladas de porte bruto, cada -, e o Superpesa, contratado para fabricar três navios de transporte de bunker (combustível para navios).

Por: Kelly Lima | Rio de Janeiro
(Fonte: O Estado de S.Paulo Online)

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