
Tribunal nega preterição e promete nomeações prioritárias em 2026
Aprovados no concurso público do Superior Tribunal Militar (STM) de 2025 estão preocupados com uma licitação aberta pelo tribunal para a contratação de nove desenvolvedores seniores por meio de pregão eletrônico, pelo período de 24 meses.
O processo prevê ainda a alocação de outros perfis de TIC, totalizando 16 profissionais terceirizados, com custo estimado de R$ 11,2 milhões ao longo de dois anos.
Um dos aprovados no certame para o cargo de Analista Judiciário na área de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) relatou ao Direção Concursos que o processo configura preterição de candidatos com direito à nomeação dentro das vagas previstas.
A principal preocupação é com o possível impacto negativo nas convocações do cadastro de reserva, já que o tribunal estaria optando pela contratação temporária de terceirizados em vez de nomear os já aprovados.
Em resposta ao time de jornalismo do Direção Concursos, o Diretor-Geral do STM, José Carlos Nader Motta, afirmou que a contratação de serviços terceirizados “não interfere na política de provimento de cargos efetivos nem na ordem de nomeação do concurso vigente.”
Segundo o documento, o tribunal “mantém o compromisso com o regime de concurso público” e ressaltou que “mesmo com este processo de contratação, há uma prioridade de provimento para os cargos vagos de Analista Judiciário, na área de TIC, para o exercício de 2026.”
O STM classificou a iniciativa como “medida complementar e temporária para lidar com o alto volume de demandas tecnológicas” da Justiça Militar da União (JMU).
O resultado final do concurso STM, organizado pelo Cebraspe, foi publicado no Diário Oficial da União em 17 de novembro de 2025. O certame ofertou 80 vagas imediatas, além de cadastro reserva para os cargos de Analista e Técnico Judiciário em diversas especialidades. O salário inicial é de até R$ 14.852,66.
(Fonte: Direção Concursos)

