
O espaço, vizinho à Marques de Sapucaí, foi incorporado nos planos do município para dar lugar a uma enorme biblioteca integrada ao conjunto cultural que será elaborado
Por conta do anúncio do mega projeto de revitalização do entorno do Sambódromo, a Prefeitura do Rio decidiu cancelar a licitação de reforma e operação do Terreirão do Samba. O espaço, vizinho à Marques de Sapucaí, foi incorporado nos planos do município para dar lugar a uma enorme biblioteca integrada ao conjunto cultural que será elaborado. O pacote inclui ainda um mergulhão ligando a região à Zona Sul, a derrubada do Elevado 31 de Março e intervenções que vão redesenhar trechos do Catumbi, Estácio e Cidade Nova.
O cancelamento, porém, não agradou ao consórcio Praça 11, vencedor da licitação que agora deixa de existir. O empresário Sávio Neves, que lidera o grupo — e que também administra o Trem do Corcovado e integra o consórcio que venceu a concessão do transporte aquaviário das lagoas da Barra — afirma que a prefeitura abre “um perigoso precedente” ao rever unilateralmente um processo já concluído. Segundo ele, a medida cria insegurança jurídica para futuros projetos públicos e impacta a confiança do setor privado.
Neves diz que vai recorrer da decisão. Segundo o empresário, o consórcio pretende buscar um entendimento que permita conciliar o direito de operar o espaço com os planos de revitalização da região. O grupo defende que o projeto antigo poderia dialogar com a nova proposta urbanística. A reforma cancelada previa transformar o Terreirão numa espécie de cidade cenográfica inspirada no casario histórico da antiga Praça Onze, território onde Tia Ciata, sambistas e comunidades negras ajudaram a consolidar o berço do samba carioca antes da demolição da área para a abertura da Av. Presidente Vargas.
(Fonte: Diário do Rio)

