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Prefeitura adia licitação para construção de escolas previstas como legado olímpico da Rio 2016

A Prefeitura do Rio de Janeiro anunciou nesta segunda-feira (20), em publicação no Diário Oficial, o adiamento da licitação para escolher a empresa que desmontará a Arena do Futuro e o Parque Aquático, instalações utilizadas na Olimpíada de 2016.

Com a paralisação do processo licitatório, sem previsão para ser retomado, as quatro escolas municipais que seriam construídas com o material das arenas esportivas seguem sem data para serem entregues.

Segundo a Secretaria Municipal de Infraestrutura, o processo está em análise no Tribunal de Contas do Município (TCM) e após a avaliação dos conselheiros será feita uma nova publicação no Diário Oficial.

A construção das escolas em pontos da Zona Oeste do Rio foi anunciada pelo prefeito Eduardo Paes (PSD) como um importante legado olímpico — um conjunto de estruturas que ficariam disponíveis para a cidade após os Jogos de 2016. Em julho, sete anos após a Rio 2016, a prefeitura informou que as escolas ficariam prontas em 2023.

“Começar a semana com uma notícia dessa desanima. Essa desmontagem era para ter sido feita em 2017. As escolas prometidas já deveriam estar construídas e atendendo centenas de crianças. Ficou claro que aquelas promessas feitas durante os Jogos de Tóquio só serviram para esfriar o assunto. A realidade é que ninguém sabe quando o projeto inicial vai sair do papel, mas nós vamos continuar cobrando”, disse o vereador Felipe Michel (PSDB), presidente da Comissão de Esportes da Câmara do Rio.

O valor estimado para a desmontagem do Centro Olímpico de Handebol e do Centro Olímpico de Esportes Aquáticos e a consequente construção das escolas é de R$ 78 milhões.

De acordo com a licitação original, o vencedor teria 540 dias para executar as obras, cerca de um ano e seis meses.

Sem legado

As escolas, que teriam capacidade para 245 alunos cada uma, estavam previstas para ficar em bairros da Zona Oeste do Rio:

  • Rua Conceição de Ipanema, Lote 14, Q.16, Santa Cruz: Escola Municipal Emiliano Galdino;
  • Rua Coxila Rica, Lote 3, Campo Grande: Escola Municipal Nelcy Noronha;
  • Rua Marliéria, Bangu: Escola Municipal José Mauro de Vasconcellos;
  • Estrada de Jacarepaguá 5.011, com acesso pela Rua Velha, Rio das Pedras.

Uma delas seria construída em um terreno livre. Outras três ocupariam o lugar de escolas que já existem, mas que estão bastante degradadas e por isso serão demolidas.

Em julho, o G1 publicou um especial sobre o que ficou para os cariocas após a Olimpíada: a Estação Gávea da Linha 4 do metrô segue com obras paradas, a Vila Olímpica tem apenas um terço de ocupação, e o VLT não atingiu metade da meta prevista.

O Parque Olímpico, onde fica a Arena do Futuro, passa a maior parte do ano fechado. A promessa era transformá-lo em um complexo de lazer com diferentes usos.

(Fonte: G1)

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