
A pesquisa vai ficar aberta por 30 dias no site da Secretaria Municipal de Transportes
A Prefeitura do Rio lança um edital de consulta pública na manhã dessa terça-feira (22), para a primeira etapa do novo sistema de ônibus do município. A pesquisa vai ficar aberta por 30 dias no site da Secretaria Municipal de Transportes.
O modal vai ser licitado em 34 lotes em nove áreas geográficas.
Os três primeiros lotes serão licitados no dia 12 de novembro e envolvem os bairros de Campo Grande e Santa Cruz, na Zona Oeste. O novo concessionário deverá comprar frota nova, construir e operar garagens públicas, além de outras obrigações.
O prazo dos contratos vai ser de 10 anos. O critério de julgamento será o maior valor de outorga com o menor valor de tarifa de remuneração. Nos três lotes o valor de investimento deve ser em torno de R$ 570 milhões. O uso do novo sistema de bilhetagem do município, o Jaé, será obrigatório.
A segunda fase, prevista para novembro de 2025, vai contemplar os bairros de Bangu, Ilha do Governador, Santa Cruz e Vila Isabel. A última fase está prevista para 2027. Nas duas últimas, as empresas vencedoras vão ter que adquirir ônibus elétricos.
Segundo o prefeito Eduardo Paes, as mudanças serão graduais.
“Aqui não significa uma mudança do dia para a noite. Ele é um sistema que vai demorar algum tempo. Portanto, essa mudança se dará de forma gradual, será sentida ao longo dos anos pela população carioca, começando pela nossa Zona Oeste.”
A licitação do sistema de ônibus foi antecipada como parte de um acordo judicial com o Ministério Público do Estado do Rio e os consórcios operadores.
Atualmente, o sistema de ônibus do município é operado por quatro consórcios de empresas de ônibus Zona Norte, Zona Sul, Barra e Jacarepaguá e Zona Oeste.
O município do Rio tem remodelado o sistema de ônibus na cidade. Após a implementação de um novo plano operacional, os intervalos dos coletivos de algumas linhas começaram a ultrapassar 1 hora. A redução de 20% nas viagens passou a valer na semana passada.
A secretária de Transportes, Maina Celidonio, disse que a decisão envolve também a boa gestão dos recursos públicos.
“A gente inclusive monitorou a operação nos últimos dias e a gente viu que houve até um aumento da frota no horário de pico, que era o que a gente queria, e uma redução no entrepico. Lembrando que a cada quilômetro que um ano anda eu pago 4 reais. É bastante dinheiro. Então deixar um ônibus andando, desnecessariamente dando mais viagem do que precisa. É desperdiçar quatro reais por quilômetro de dinheiro público, nosso dinheiro.”
Ainda de acordo com o município, o novo plano operacional é dinâmico e avaliado a cada 15 dias.
Segundo o município, a frota será monitorada pelo GPS, câmera na porta traseira que estima o número de passageiros, telemetria do veículos e comunicação com o condutor através de um novo centro de controle operacional. Os coletivos terão botão de pânico.
A remuneração dos operadores também passa a ser feita por quilômetro rodado e desempenho em indicadores de qualidade, e não mais pela quantidade de passageiros transportados.
Em 2021, cerca de 58% dos serviços de ônibus no municipio do Rio de Janeiro estavam inoperantes, com 24% dos serviços regulares.
(Fonte: Band)

