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MG: Promessas não cumpridas

A Sudecap iniciará a licitação da empresa que fará a reforma do teatro já nesses próximos dias. Ela contempla a restauração do telhado, elétrica e acústica do espaço.

Em março deste ano a Fundação Municipal de Cultura (FMC) foi procurada pelo Magazine para explicar a interrupção de projetos artísticos já tradicionais na cidade – como o Arena da Cultura e a Mostra de Artes Cênicas para Crianças – assim como o fechamento do Teatro Francisco Nunes para reformas desde abril do ano passado.

Na ocasião, as promessas de reabertura foram projetadas para o segundo semestre deste ano. No entanto, às vésperas da chegada de dezembro, a morosidade que caracteriza a atual gestão da FMC dá sinais de continuidade: as promessas foram proteladas para 2011.

 

No caso do Arena da Cultura, que oferecia oficinas artísticas para a população de baixa renda da cidade desde 1998, a reabertura estava prevista para o segundo semestre deste ano, o que não ocorreu. Já na nova projeção de Thaís Pimentel, presidente da Fundação, o projeto volta a funcionar em fevereiro do ano que vem. “O Arena precisou ser revisto no seu modelo de gestão pela necessidade de aperfeiçoamento, o que nos tomou um período grande de avaliação técnica”, justifica.

 

“O Arena sempre contou com corpo técnico contratado por um outro modelo de gestão, que era feito pela Fundep. Agora temos o desafio de alocar parte do pessoal concursado que entrou recentemente na Fundação”, justifica.

 

Tanto para ex-alunos quanto para antigos professores, a interrupção do projeto desde o meio do ano passado é recebida com lamento. “Para gente que trabalhou lá, é um tanto decepcionante ver um projeto de destaque na cidade estar parado há tanto tempo. Pioneiro como escola de arte e construtor de cidadania, o Arena já tinha uma condição de respeito e reconhecimento até fora do Brasil”, comenta o ator Carluty Ferreira, que foi professor de teatro no projeto por dois anos.

 

Espaço. Já no que se refere ao Teatro Francisco Nunes, que ironicamente completou 60 anos em 2010 com suas portas fechadas, a reabertura que ocorreria também no segundo semestre deste ano só deve acontecer em meados de 2011. “A novidade é que a Sudecap iniciará a licitação da empresa que fará a reforma do teatro já nesses próximos dias. Ela contempla a restauração do telhado, elétrica e acústica do espaço. Uma vez fechado o processo licitatório, a previsão é de cinco meses para liquidar a reforma”, relata Thaís Pimentel, destacando que a verba para as restaurações virá da própria prefeitura.

 

No entanto, a Fundação também estuda a possibilidade de realizar uma reforma mais ampla e estrutural no espaço, que contemplaria mudanças no palco, na plateia, além de substituição dos equipamentos da caixa cênica. “Sentimos a necessidade de uma reforma mais substancial no Chico Nunes para devolver o lugar de destaque que ele sempre teve para a cidade, pela sua localização e seu valor simbólico”.

 

Segundo Thaís, as verbas para essa reforma viriam do Plano de Ação das Cidades Históricas (PAC-CH), do Ministério da Cultura, por meio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A presidente da FMC também sinalizou o interesse de empresas privadas para financiar a reforma. “Ainda estamos resolvendo se iremos reabrir o teatro após o conserto do telhado, já que existe a possibilidade de conseguirmos um recurso que irá fechá-lo de novo para realizarmos uma reforma mais ampla”.

 

Com o Chico Nunes fechado, o único teatro público atualmente em funcionamento é o Marília, que também amarga problemas técnicos, como escassez de equipamentos. E embora exista um edital público aberto para sua ocupação nos próximos meses, projetos historicamente realizados pela FMC para os teatros públicos – como a Mostra de Arte Cênicas para Crianças ou o Arte Expandida – foram suspensos desde o início da atual gestão, em 2009, e não houve a criação de outros em substituição aos antigos.

 

“Trata-se de uma situação atípica que nos preocupa desde o ano passado. Tivemos uma mudança, no início do ano, na diretoria dos teatros públicos e, logo em seguida, veio o FIT, que nos tomou muito tempo e concentração. Então, não tenho condições de dar nenhuma definição de políticas públicas para os teatros, ainda mais que um deles está fechado. No entanto, o Rodrigo Barroso (atual diretor dos teatros públicos) me adiantou que está finalizando uma grande proposta para os teatros, que deverá ser discutida comigo na próxima semana”, sublinhou.

Já a promessa mais recente da Fundação – a de realizar um seminário sobre o atual modelo de gestão do Festival Internacional de Teatro (FIT-BH) na segunda quinzena de novembro – também foi protelada para o período de fevereiro a março do ano que vem. “Tínhamos expectativas de dois ou três nomes internacionais para o seminário e não conseguimos conciliar a agenda desse pessoal. Mas marcamos uma ‘rodada técnica’ com dez entidades que representam as artes cênicas na cidade para o dia 10 de dezembro, em um debate que nos ajude a preparar o seminário no ano que vem”.

 

Por: Julia Guimarães

(Fonte: O tempo online)

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