
A concessão do estádio do Maracanã, aliviará o estado dos custos com sua gestão mas não trará de volta os R$ 860 milhões já dispendidos pelo governo
São Paulo – A concessão (ou outorga) do estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, aliviará o estado dos custos com sua gestão mas não trará de volta os R$ 860 milhões já dispendidos pelo governo fluminense nas obras de remodelagem iniciadas ali em 2010, segundo afirmou o secretário estadual da Casa Civil do Estado do Rio de Janeiro, Régis Fichtner. O secretário assegurou ainda que a ideia é promover a licitação do complexo esportivo em 2012. E o bilionário Eike Batista já adiantou que pretende concorrer na mesma.
Mesmo sem seu edital pronto, a privatização do Maracanã já começa a atrair o setor empresarial, o qual deu início neste ano às primeiras sondagens visando a formação de consórcios. “Ainda estamos trabalhando na modelagem da licitação, que deverá definir os detalhes de como a mesma será feita”, afirmou Fichtner. Já Batista afirmou que deverá participar da disputa pelo Maracanã por meio da IMX, nova empresa por ele criada a partir de uma associação com a americana IMG Worldwide, voltada à gestão de arenas esportivas.
Fichtner disse já ter sido buscado por grandes grupos interessados no negócio. A concessão prevê a transferência da gestão do equipamento e da responsabilidade jurídica por decisões tomadas pelos gestores, ao passo que a outorga envolve o compartilhamento destas responsabilidades pelo Estado.

