
Secretaria de Saúde prevê contratualização até o fim de 2025; terreno segue na Chácara Cachoeira
A Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) informou que a análise da documentação de propostas para o HMCG (Hospital Municipal de Campo Grande) será concluída agora em outubro. A sinalização foi dada nesta segunda-feira (29), durante audiência pública de prestação de contas na Câmara Municipal, e confirmada ao Campo Grande News pelo secretário especial de Licitação e Contratos, André de Moura Brandão, que integra o comitê gestor de contratação.
Segundo André, o procedimento foi aberto no ano passado, com a fase de instrução finalizada e a disputa realizada no fim de 2024. “Hoje estamos analisando a documentação das propostas e vamos finalizar essa análise agora, em outubro, para avançar na sequência”, disse. Ele afirmou que a meta da gestão é chegar à fase de contratualização até o fim de 2025, no mais tardar no início de 2026, mantendo o terreno na Chácara Cachoeira.
O Hospital Municipal foi apresentado pela Prefeitura como “porta municipal” para desafogar a demanda por vagas na rede, que hoje atende moradores de Campo Grande e também pacientes do interior. De acordo com o secretário, há “perto de um milhão” de habitantes na Capital e “cerca de 1,6 milhão de cartões do SUS (Sistema Único de Saúde)” vinculados a atendimentos realizados aqui. A diferença entre população e cadastros, sustenta a gestão, decorre de atendimentos a pessoas de outras cidades e de cadastros acumulados.
Em reportagem publicada recentemente pelo Campo Grande News, a licitação aparecia como “em andamento” no Portal da Transparência, sem obras iniciadas no endereço da Rua Augusto Antônio Mira, no Bairro Chácara Cachoeira. O projeto prevê 259 leitos e foi modelado no formato built to suit (locação sob demanda), com prédio mobiliado e equipado para funcionamento pleno. À época, a Prefeitura havia sido questionada sobre cronograma e início da obra, mas não respondeu até o fechamento do texto.
Com o avanço prometido para este mês, a expectativa oficial é tirar o processo da gaveta e encaminhá-lo à etapa seguinte, que inclui a formalização contratual. A gestão argumenta que o hospital é “compromisso” para ampliar a capacidade de atendimento e reduzir a pressão sobre as unidades existentes.
(Fonte: Campo Grande News)

