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Licitação de linhas de ônibus da Zona Oeste atrai interessados em dois lotes e fica sem proposta em outro

Grupo Comporte apresentou oferta para linhas de Campo Grande e Santa Cruz; lote com ligações mais longas será relançado pela prefeitura

A licitação aberta pela Prefeitura do Rio para definir os novos operadores de linhas de ônibus da Zona Oeste terminou com resultado parcial nesta sexta-feira (6). Dos três lotes colocados em disputa, apenas dois receberam propostas. O grupo Comporte Participações, com sede em Minas Gerais, apresentou oferta para os lotes que concentram linhas locais de Campo Grande e Santa Cruz. Já o lote B1, que reúne trajetos mais extensos entre bairros como Marechal Hermes, Deodoro, Coelho Neto e Cascadura, não teve interessados e deverá ser relançado.

Segundo a Secretaria Municipal de Transportes (SMTR), os documentos apresentados pelo grupo Comporte ainda passarão por análise técnica antes da confirmação do resultado. No caso do lote que ficou vazio, a prefeitura informou que um novo processo licitatório deverá ser agendado.

O edital faz parte do novo modelo de concessão do sistema municipal de ônibus, que prevê investimentos estimados em R$ 577 milhões apenas para os três lotes da Zona Oeste. As empresas vencedoras serão responsáveis pela aquisição e operação da frota, manutenção dos veículos, implantação e gestão de garagens públicas e instalação de sistemas inteligentes de transporte, que permitirão o monitoramento das linhas em tempo real. Os contratos terão validade de dez anos.

O formato atual representa uma mudança em relação à licitação realizada em 2010, quando os contratos tinham duração inicial de 20 anos, não havia subsídio público e as empresas eram remuneradas exclusivamente pela tarifa paga pelos passageiros. Naquele modelo, os próprios operadores definiam a localização das garagens e controlavam o sistema de bilhetagem eletrônica.

Desde então, o sistema passou por uma série de alterações. As concessões em vigor tiveram o fim antecipado, com extinção total prevista até 2028. A tarifa passou a contar com subsídio da prefeitura, e a bilhetagem eletrônica foi licitada separadamente. O novo redesenho do transporte municipal divide o serviço em 34 lotes, sendo 22 estruturais e 12 locais, substituindo o modelo anterior, que concentrava a operação em apenas quatro grandes consórcios.

(Fonte: Diário do Rio)

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