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Funcionários do Hipolabor protestam em defesa da empresa na Grande BH

Segundo Polícia Militar, a manifestação foi pacífica.

Funcionários do laboratório farmacêutico Hipolabor se reuniram em defesa da empresa ontem em frente ao Fórum de Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O estabelecimento é suspeito de armazenar medicamentos sem autorização legal, o que é considerado tráfico de drogas. O depósito, onde insumos usados na fabricação dos remédios são guardados, foi interditado na quinta-feira (14) por representantes do Ministério Público Estadual, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da Vigilância Sanitária Estadual.

De acordo com a assessoria da Hipolabor, a manifestação foi uma iniciativa dos profissionais. Eles protestam que a falta de matéria-prima para os medicamentos pode parar a produção. Segundo a Polícia Militar, o protesto foi pacífico. De acordo com a empresa, a companhia gera cerca de 550 empregos diretos e atua há 27 anos.

Segundo a assessoria, a empresa não descarta a possibilidade de dar férias coletivas aos funcionários enquanto durar a paralisação. A Subsecretaria de Comunicação Social (Secom) confirmou, ontem, que apenas o depósito de insumos foi interditado. No sábado (16), o órgão informou ao G1 que as atividades na fábrica do Hipolabor também haviam sido suspensas.

Durante a última semana, a empresa foi alvo de fiscalizações e três pessoas foram presas. Os donos devem ser investigados por suspeita de tráfico de drogas e estão presos sob acusação de sonegação fiscal, fraude em licitações, adulteração de medicamentos, entre outros crimes. Os advogados dos presos alegam que não tiveram acesso à integralidade dos autos.

Por meio de nota oficial, a Secretaria de Estado de Saúde informou que a inspeção feita pela Vigilância Sanitária Estadual na quinta-feira (14) atendeu a uma notificação do Ministério Público de Minas Gerais. Foi verificado que a empresa realiza irregularmente atividades no depósito, pois não possui autorizações necessárias para armazenar e comercializar medicamentos controlados no local. A autorização valeria apenas para realizar serviços administrativos, almoxarifado geral, depósito de embalagens, sala de amostragem e sala de análise de material de embalagem secundária de medicamentos não controlados.

 

(Fonte: G1)

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