
Assim como as últimas três empresas candidatas a licitação da loteria de Mato Grosso do Sul, a Dodmax Tecnologia também não passou na Prova de Conceito, mas ganhou uma nova chance. Uma nova prova será aplicada à empresa na terça-feira (05).
A Dodmax foi a 4ª empresa a participar da licitação da Lotesul e ofereceu 31% de repasse ao governo. A empresa foi criada há dois anos, tem sede em Campo Grande e capital social de R$ 80 mil.
Se passar na prova de conceito, a Dodmax vai administrar faturamento mínimo de R$ 51,4 milhões por ano da Lotesul. Como o contrato pode chegar a 35 anos, o faturamento garantido seria de R$ 1,8 bilhão.
Conforme o Correio do Estado, a empresa não passou na Prova de Conceito, mas os representantes pediram nova chance para solucionar um erro. Com isso, vão participar de uma nova prova na terça-feira (05).
Conforme dados abertos, a Dodmax foi fundada em junho de 2024, é voltada para o desenvolvimento de software e pertence a Mauro Luiz Barbosa Dodero. O empresário também é pecuarista, integrou diretoria da Acrissul e atua em outras empresas. Dodero também tem uma empresa de locação de veículos em Campo Grande e ligação com a família Name.
Essa é a única empresa do Estado a participar do certame, que já desclassificou Idea Maker Meios de Pagamentos, Prohards e Lottopro.
Histórico complexo
Em março do ano passado, três empresas disputavam a licitação da Lotesul e o maior lance era de 21,57%. Porém, o certame foi suspenso após o empresário Jamil Name Filho, preso desde de setembro de 2019 e condenado a mais de 70 anos, questionar o processo e denunciar o direcionamento na licitação da loteria de Mato Grosso do Sul.
A Criativa Technology comandada por Sérgio Donizete Baltazar, de Dourados, também apontou irregularidades na época. Meses depois, em novembro, a 4ª fase da Operação Sucessione mostrou que a suposta organização criminosa comandada pela família Razuk pretendia assumir a nova Lotesul (Loteria de Mato Grosso do Sul), com perspectiva de faturar R$ 51 milhões por ano. Baltazar também foi preso nessa operação.
De acordo com a investigação, o deputado estadual Neno Razuk (PL), junto com o pai, o ex-deputado estadual Roberto Razuk, e os dois irmãos, Rafael Godoy Razuk e Jorge Razuk Neto, planejava levar o jogo do bicho para Goiás e brigar com o controlador da jogatina naquele estado, conhecido como “Cachoeira de Goiânia”. Havia até um investidor não identificado disposto a aplicar R$ 30 milhões na empreitada.
Apontado como um dos patriarcas do poder paralelo no Estado há décadas, ao lado dos empresários Jamil Name e Fahd Jamil, que foram presos na Operação Omertà, o clã da família Razuk, apesar da saúde debilitada e dos graves problemas de saúde, continuava com poder sobre a organização criminosa.
(Fonte: O Jacaré)

