
Outra possibilidade prevista nos editais é a de mudanças dos projetos de engenharia das obras de ampliação dos três aeroportos sob concessão.
Os projetos poderão ser completamente reformulados pelos futuros concessionários. Na definição de uma fonte graduada do governo, o importante é que as obras necessárias estejam concluídas nos prazos indicados e garantam o nível de conforto exigido, e “não com qual projeto as obras serão executadas”.
O Palácio do Planalto determinou que os aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Brasília mantenham pelo menos o nível C de qualidade da Iata, a associação internacional das companhias aéreas – a medição da entidade varia de A até F. Sempre que o índice ficar abaixo do mínimo exigido, novas obras terão que ser feitas pelos concessionários.
A possibilidade de mudança significa que os projetos do novo terminal de passageiros de Guarulhos e de ampliação do aeroporto de Brasília, já licitados, poderão ganhar outro formato.
No caso de Guarulhos, o governo pretende que 40% do terminal 3 esteja pronto até a Copa do Mundo de futebol de 2014. O projeto de engenharia para a expansão de Viracopos ainda não foi concluído.
Outra decisão que ficará a cargo dos futuros concessionários será sobre a construção do novo estacionamento “high tech” de Guarulhos.
Com custo estimado em R$ 200 milhões, o estacionamento planejado pela Infraero elevaria a capacidade dos atuais 2.948 veículos para 9.716 vagas.
No mesmo lugar onde hoje fica o pátio, seriam construídos dezenas de módulos metálicos de até seis andares, com pisos móveis interligados por elevadores.
Do térreo, o carro seguiria para a vaga, sem manobrista. A Infraero recebeu mais de 300 pedidos de esclarecimento e colocou o projeto em banho-maria.
Uma das dúvidas da estatal é sobre a disponibilidade de tecnologia. Com o impasse, a Infraero já admitia construir um estacionamento sem a automação prevista no projeto anterior. Agora, acredita que o melhor será deixar a decisão para o futuro concessionário.
Por Daniel Rittner
(Fonte: Valor Econômico)

