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Brasil tem 103 projetos de eólicas offshore em licitação, com RS e CE na liderança

Brasil soma 103 projetos de eólicas offshore em licitação no IBAMA, com RS e CE liderando propostas e potencial de 224,5 GW até 2030.

O Brasil caminha para consolidar sua posição no setor de energia renovável com a expansão dos projetos de eólicas offshore. Atualmente, 103 empreendimentos estão em processo de licitação junto ao IBAMA, representando um crescimento de 17% nos pedidos de licenciamento desde setembro de 2023.

Os estados do Rio Grande do Sul e do Ceará lideram as iniciativas, com 31 e 26 pedidos, respectivamente. Segundo relatório do IBAMA, o potencial total de geração de energia dos novos projetos chega a 224,5 GW, número que ultrapassa em muito a necessidade energética atual do país para os próximos dez anos.

Nordeste em destaque
O Nordeste concentra cerca de 50 dos projetos, com potencial de gerar até 113 GW, seguido pela região Sul (84 GW) e Sudeste (50 GW). A localização estratégica da costa nordestina é um diferencial para a exportação de energia e produção de hidrogênio verde, abrindo novas oportunidades de negócios e parcerias internacionais.

Primeiras licenças e planejamento futuro
A primeira licença prévia para um projeto offshore foi emitida no mês passado para um sítio de testes de aerogeradores no Rio Grande do Norte. A iniciativa servirá como piloto para futuros empreendimentos. A expectativa é que os estudos de viabilidade durem cerca de 36 meses, com início das obras previsto antes de 2030.

Marco legal e atração de investimentos
A Lei 1.597, sancionada no início do ano, foi um passo fundamental para dar segurança jurídica aos investidores, autorizando a construção e operação de parques eólicos offshore em águas territoriais brasileiras.

Essa regulamentação garante que os desenvolvedores possam realizar estudos ambientais, medições de vento e análises marinhas com segurança, evitando conflitos futuros com rotas de navegação, turismo ou pesca, fatores essenciais para a atração de capital estrangeiro.

Impacto econômico e estratégico
Apesar de as primeiras plantas comerciais só estarem previstas para meados da próxima década, os projetos representam um avanço estratégico para garantir a diversificação da matriz energética brasileira e atender à crescente demanda global por energia limpa.

A expansão das eólicas offshore também reforça o protagonismo do Brasil na transição energética mundial, posicionando o país como potencial exportador de energia renovável e hidrogênio verde.

(Fonte: O Petróleo)

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