Notícias

Belo Monte amplia autossuficiência energética da Vale para 63%

A Vale informou ontem que a entrada na hidrelétrica de Belo Monte amplia a autossuficiência no consumo de energia da mineradora dos atuais 45% para 63%.

 

A decisão de ingressar como autoprodutora no grupo que erguerá a usina no rio Xingu, no Pará, foi anunciada nesta quinta-feira, mas a finalização negócio ainda está sujeita ao cumprimento de algumas condições, como a definição do preço da energia a ser consumida pela empresa e a aceitação da entrada da Vale pelos demais sócios de Belo Monte.

 

O conselho de administração da Vale deu o aval para a compra da parcela de 9% da Gaia Energia, do grupo Bertin, na Norte Energia, empresa responsável pela construção de Belo Monte. Segundo informou hoje a diretoria da mineradora, a fatia garante um suprimento adicional de 400 megawatts. O compromisso da Vale nos investimentos em Belo Monte passa a ser de R$ 2,3 bilhões – com base em uma estimativa que avalia o valor do projeto em R$ 25,8 bilhões. A maior parte do montante, no entanto, deve ser financiada.

 

Durante o anúncio da decisão a jornalistas, diretores da companhia procuraram reforçar o caráter estratégico do investimento, desvinculando a iniciativa de pressões do governo por uma participação da Vale no projeto.

 

“A Vale tem estratégia de longo prazo em produzir energia”, comentou José Carlos Martins, diretor de marketing, vendas e estratégia, lembrando que o grupo minerador já olha ao projeto de Belo Monte há cerca de um ano e meio, chegando a participar do bloco que perdeu a licitação para o consórcio Norte Energia.

 

O comunicado sobre Belo Monte divulgado após o fechamento do mercado já trazia uma posição nesse sentido por Roger Agnelli, que está em vias de deixar a presidência da Vale após ingerência do governo federal por uma mudança no comando executivo da empresa.

 

“A aquisição de participação no projeto Belo Monte é consistente com nossa estratégia de crescimento, contribuindo para a segurança energética da Vale e a criação de valor para seus acionistas como autoprodutora”, disse Agnelli.

 

A busca por redução de custos operacionais e menor exposição às oscilações de preços e oferta de energia foi apontada como justificativa ao investimento.  Martins ainda comentou que a decisão segue a estratégia da companhia de “limpar” suas fontes de energia, já que a geração hidrelétrica é tida como de menor impacto ambiental.

Por: Eduardo Laguna
(Fonte: Valor)

Related posts
Notícias

Rio do Sul abre licitação para concessão do estacionamento rotativo

Edital prevê 10 anos para administrar 1.686 vagas de estacionamento rotativo no município A…
Read more
Notícias

Prefeitura rescinde contrato das obras da Avenida Constantino Pialarissi e fará nova licitação

Obra está com cerca de 45% de execução após quase dois anos; município atualizará projetos e…
Read more
Notícias

Licitação para obra de macrodrenagem de Ipiaú é publicada no Diário Oficial do Estado

Foi publicada no Diário Oficial do Estado, nesta sexta-feira (17), a licitação para a execução…
Read more

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *