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Sindag oferece ajuda para buscar aviões de combate a incêndios no Brasil

O Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag) enviou nesta quarta-feira, 5, um ofício ao presidente interino do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) oferecendo apoio na divulgação de ações do órgão para a contratação de aeronaves para operações de combate a incêndios florestais. A iniciativa veio depois do Ministério do Meio Ambiente anunciar o reforço de 1.150 horas de voo para combate às chamas na Amazônia Legal.

No ofício, o Sindag destaca que o Brasil possui 262 empresas de aviação agrícola e a segunda maior frota do mundo no setor, com cerca de 2,3 mil aeronaves. A entidade também oferece para repassar ao ICMBio informações sobre as empresas aptas a esse tipo de operação no País. A resposta do órgão foi de que o assunto foi encaminhado para análise.

Em julho, o sindicato aeroagrícola já havia divulgado em suas redes o Termo de Referência de uma licitação do governo do Mato Grosso do Sul para a contratação de aviões agrícolas para operações de combate a incêndios. O objetivo da entidade é divulgar as licitações ao maior número possível de empresas aptas a esse tipo de operação, incentivando a concorrência entre os empresários e favorecendo o setor público.

Ainda em julho, o Sindag e o Instituto Nacional da Aviação Agrícola (Ibravag) apoiaram um curso de formação em combate a incêndios para pilotos agrícolas. As aulas ocorreram entre os dias 13 e 15, em Olímpia, São Paulo. A promoção foi da Fundação Astronauta Marcos Pontes (Astropontes) e da Faculdade de Ciências Aeronáuticas da Instituição Toledo de Ensino (ITE), de Bauru. Em parceria com a empresa Pachu Aviação Agrícola, de Olímpia, que tem a aeronave de duplo comando para os treinamentos. Além da parte teórica, a programação teve lançamentos de água sobre áreas alvo.

Operações
No ano passado, a aviação agrícola brasileira realizou mais de 1,8 mil lançamentos de água contra chamas em diversos Estados – inclusive na Floresta Amazônica. Foram pelo menos 350 horas de voo contra incêndios e uma das empresas chegou a atuar no Chaco Paraguaio, contratada pelo governo daquele país.

O levantamento foi Ibravag, abrangendo sete empresas do setor que atuaram nesse tipo de operação entre o início de julho e o começo de outubro. Balanço que, aliás, abaixo da realidade, já que duas das empresas não informaram os dados de suas ações contra o fogo. Conforme o Sindag, a estimativa é de que esse tipo de operação teve um crescimento em torno de 20% em 2019, em relação a 2018.

Este ano, no Rio Grande do Sul, apenas uma empresa aeroagrícola realizou em abril o lançamento de mais de 81 mil litros de água contra três incêndios em área de pastagem. Além disso, em Goiás, duas empresas de avião agrícola já oferecem serviços de combate a incêndios em lavouras para seus clientes. Uma delas atendeu em julho nove chamados de fazendas, realizando 56 lançamentos de água contra as chamas. Evitando que o fogo se alastrasse para áreas de preservação ou mesmo atingisse instalações ou residências.

Conforme um levantamento do Corpo de Bombeiros de São Paulo, o uso da aviação agrícola no combate a incêndios florestais reduz em até sete vezes o tempo de combate ao fogo em áreas de vegetação. O que, além da proteção ao pessoal em solo, significa menos tempo de guarnições fora de seus quartéis e deixando de atender outras ocorrências nas cidades. Além disso, há a economia da manutenção da estrutura de aviação. Principalmente as horas de treinamento, já que os pilotos agrícolas, quando não estão em incêndios, passam praticamente todo o ano voando em aplicações sobre lavouras.

Fonte: Canal Rural

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