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Regiões de Campinas e Piracicaba têm problemas em 45% das obras de educação com verbas federais

São cancelamentos, obras inacabadas, paralisadas ou que nem começaram ainda, segundo levantamento da EPTV, afiliada da TV Globo.

Sessenta e nove de um total de 152 obras públicas previstas em acordos entre o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e cidades das regiões de Campinas (SP) e Piracicaba (SP) têm algum tipo de problema, o equivalente a 45%.

São cancelamentos, obras inacabadas, paralisadas ou que nem começaram ainda, segundo levantamento da EPTV, afiliada da TV Globo com base no Sistema Integrado de Monitoramento Execução e Controle (Simec). Estes investimentos são de obras municipais ou do estado. Só em Campinas são 19 obras. Veja abaixo algumas destes investimentos que não foram para frente.

Mogi Guaçu
Em Mogi Guaçu (SP), uma obra de uma creche está parada e com mato por todos os lados, fora um pequeno incêndio registrado em um dos cômodos. O custo dela é de R$ 1,2 milhão, mas 50% já foram gastos no prédio. No pátio, o piso nem foi colocado ainda. Na parte das salas de aulas, a construção está avançada. Segundo os moradores, há pelo menos dois anos as obras estão paradas.

O que diz a Prefeitura de Mogi Guaçu
A Prefeitura informou que as obras da creche foram iniciadas e concluídas em 50%. Elas começaram em 2009 e foram retomadas pelo governo atual, mas foram paralisadas porque duas empresas contratadas por licitação desistiram de continuar. Uma nova licitação foi lançada em 28 de maio de 2019. A ordem de serviço deve ser dada em poucos dias e a obra deve ser concluída em 12 meses.

Na cidade, são 1.145 crianças na fila de espera para creche. A cidade tem 11 unidades próprias e sete terceirizadas. Também há outras creches em construção no município.

Americana
No Jardim Santo Antônio, em Americana (SP), os moradores reclamam de mato e lixo em uma área onde deveria ter sido construída uma creche. O Márcio dos Santos, que mora nas vizinhanças, disse que chegou a ver o início das obras no local, com rede de energia e de água e esgoto. Mas só o alicerce foi feito. “Aí sumiu todo mundo”, disse ele.

O FNDE chegou a repassar R$ 656 mil para a Prefeitura de Americana para esta obra, segundo dados consultados no órgão pela EPTV.

O que diz a Prefeitura de Americana
A Prefeitura de Americana informou que o convênio é de 2011 e os repasses foram feitos na administração anterior, sem que tenha havido obras ou que o recurso tenha estado disponível. A atual administração, que começou o mandato em 2015, disse ainda que não havia mais recurso para esta obra quando assumiram.

Campinas
Em Campinas, no Residencial São Luiz, deveria existir uma escola onde hoje tem um campinho de futebol improvisado. A verba para este equipamento era de R$ 1,3 milhão, porém, o convênio com entre o FNDE e a Prefeitura acabou antes da obra ser posta em prática.

No bairro Guará, a escola infantil está funcionando normalmente, mas a quadra de esportes não foi coberta como planejado. A Prefeitura tinha direito a R$ 178 mil para a cobertura do equipamento esportivo, e teria recebido R$ 35 mil.

O que diz a Prefeitura de Campinas
De acordo com a Prefeitura de Campinas, foram recebidas verbas para construção de 13 creches, sendo dez já construídas e entregues. O montante encaminhado pelo governo federal referia-se a 20% do total. A administração investiu os demais 80%.

Sobre a construção da cobertura da quadra de esportes da Escola Municipal de Ensino Fundamental Dulce Bento Nascimento, no bairro Guará, a obra começa nas próximas semanas. O valor, de R$ 606.654,64, são da Prefeitura. Os 20% do valor enviado pelo FNDE, que representam em torno de R$ 35 mil, foram devolvidos há dois anos.

Sobre a creche do bairro São Luiz, a unidade deve ser entregue em 2020, mas as obras serão com recursos próprios. O projeto passou por readequações o que fez com que o processo sofresse alterações. O projeto está em análise de acessibilidade e, em seguida, segue para licitação.

Unicamp
Ainda em Campinas, a previsão era de que o Instituto de Economia da Unicamp tivesse obras para uma sede do prédio de graduação.

O que diz a Unicamp
De acordo com a universidade, o projeto foi contratado e o projeto feito, mas o Instituto de Economia desistiu da obra e do convênio. Por isso, não avançou.

Limeira e Amparo
Os dados levantados pela EPTV sobre obras de educação também constam previsões de ampliações das Etecs João Berlamino e Trajano Camargo, de Amparo e Limeira, respectivamente.

O que diz o Centro Paula Souza
O Centro Paula Souza informou, por meio da assessoria de imprensa, que o governo do estado destinou cerca de R$ 4 milhões às Etecs de Amparo e Limeira para a compra do mobiliário, equipamentos e obras de reforma e acessibilidade.

(Fonte: G1 – Campinas e Região)

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Publicado em 11 de junho de 2019.

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