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Ratinho Júnior diz que governo analisa realizar licitação dos pedágios na bolsa de valores

Em visita a Arapongas, no norte do Paraná, governador do Paraná disse que pacote de concessões deve abranger 4.100 quilômetros de rodovias do estado. Licitação está prevista para ocorrer no fim de 2020.

Durante a inauguração de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Arapongas, no norte do Paraná, nesta quinta-feira (25), o governador Ratinho Júnior (PSD) disse que o governo analisa realizar a licitação para concessão de rodovias paranaenses na bolsa de valores.

“Nos novos contratos vamos exigir que as obras sejam realizadas logo no início e analisamos a possibilidade de realizar a licitação na bolsa de valores para atrairmos as maiores empresas de infraestrutura do mundo. A intenção é baixar os valores do pedágio”, disse o governador.

Ratinho Júnior disse também que o novo pacote de concessões deve aumentar a quantidade de rodovias pedagiadas. Passará de 2.500 quilômetros para 4.100 quilômetros.

“O Governo Federal está investindo R$ 60 milhões na elaboração de estudos e a licitação deve ser apresentada até o fim do ano que vem [2020]. Queremos colocar empresas que cumpram o contrato e cobrem um preço razoável”, afirmou Ratinho Júnior.

Os atuais contratos de concessão terminam em 2021. Segundo o governador, a União deu anuência para três exigências feitas por ele: a redução das tarifas, execução de obras de modernização, como duplicações, e implantação de contornos rodoviários.

Contratos investigados
Os atuais contratos de concessão de rodovias do Paraná são alvos da Operação Lava Jato, nas fases batizadas de Integração I e II, que investigam crimes como corrupção, fraude a licitações e lavagem de dinheiro na gestão das concessões.

Conforme a força-tarefa, irregularidades na administração da concessão de rodovias começaram a ser apontadas pelo MPF em 2013. À época, segundo os procuradores, foram identificados 13 atos secretos que beneficiaram as concessionárias, além de diversas doações eleitorais.

O MPF afirma que as investigações comprovam que os atos eram editados como contraprestação por propinas pagas pelas concessionárias.

Anel de integração
Criado em 1997, o Anel de Integração interliga as principais cidades do estado. São seis lotes de concessão de estradas federais feitas por 24 anos. O anel tem 2,4 mil quilômetros.

(Fonte: G1 – Norte e Noroeste)

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