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Operação contra corrupção afasta seis servidores e três secretários da Prefeitura de Edéia

Uma operação da Polícia Civil contra corrupção afastou três secretários e seis servidores da Prefeitura de Edéia, a 120 Km de Goiânia. O delegado Cleybio Januário Ferreira, responsável pelas investigações, explica que os funcionários são suspeitos de participar de um esquema criminoso que forjava licitações para a execução de obras municipais. A polícia investiga o destino de mais de R$ 2,6 milhões desviados durante sete anos.

“As licitações foram todas fraudadas. As obras existiram, foram feitas. Pedreiros, serventes e mestre de obras recebiam apenas diárias trabalhadas, mas eram obrigados a abrir empresas fantasma e, na secretaria, eram fraudados os procedimentos licitatórios para dar uma aparência de legalidade” explica o delegado.

O G1 solicitou, por e-mail enviado às 15h15, um posicionamento para a prefeitura e aguarda retorno.

A operação ‘Mestre de Obras’ cumpriu, na manhã desta terça-feira (22), 14 mandados de busca e apreensão na sede da prefeitura e na casa dos funcionários públicos investigados. A investigação resultou em uma prisão em flagrante pelo crime de posse ilegal de arma de fogo e na apreensão de quase R$ 30 mil em espécie. O dinheiro estava na residência de um dos investigados, que não teve a identidade revelada.

A TV Anhanguera apurou que os três gestores afastados de seus cargos na prefeitura são: a secretária de obras Katiane Pereira Vale; o secretário de agricultura Filogonio José Machado; e o secretário de administração Divino Aparecido Martins. Os nomes dos outros seis servidores não foram divulgados.

A reportagem tentou contato das 14h às 15h20, por telefone, com as secretariais municipais, mas as ligações não foram atendidas.

Fraude nas licitações
De acordo com o delegado, os servidores registraram empresas fantasmas nos nomes de serventes de pedreiro, pedreiros e mestres de obras para simular que estes concorriam a um processo licitatório para a contratação de funcionários para as construções. Entretanto, o valor da licitação, na verdade, era completamente entregue para a gestor da pasta, o qual pagava aos operários apenas o valor de suas diárias como encarregado de obra. Conforme o delegado, muitos não sabiam nem o que era licitação.

“Essa investigação de hoje é apenas para cumprir mandatos em relação a licitações para mão de obra. A secretaria fraudava licitações, assinaturas e documentos para simular procedimentos licitatórios que nunca existiram. Eram obras de reformas de escolas, de locais públicos feitas por essas pessoas, mas que nunca foram empresárias ou participaram de licitações”, conta o delegado.

A polícia disse ainda que a diferença entre o que foi pago para os trabalhadores em diárias e o pagamento feito pela prefeitura para as empresas fantasmas somaram mais de R$ 2,6 milhões. Este valor, segundo delegado, foi bloqueado das contas e bens dos investigados. Agora, a polícia tenta descobrir qual foi o destino deste dinheiro.

Fonte: G1

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