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Juiz intima Silval para depor sobre esquema de R$ 300 milhões em fraudes de licitações

O juiz Jorge Luiz Tadeu Rodrigues, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, agendou para o próximo dia 10 de abril o interrogatório do ex-governador Silva Barbosa, relacionado aos crimes apurados na Operação Sodoma, sobre um esquema de fraudes em licitações que pagou R$ 300 milhões a duas empresas. Outros oito réus devem ser ouvidos nos dias seguintes.
O interrogatório do ex-governador Silval Barbosa deve ocorrer no próximo dia 10 de abril, às 14 horas. No mesmo dia também devem ser ouvidos os réus Silvio Cezar Corrêa Araújo (ex-chefe de gabinete de Silval) e Cesar Roberto Zilio (ex-secretário de Administração).

Audiências também serão realizadas nos dias seguintes. No dia 11 devem ser ouvidos os réus Pedro Elias Domingos de Mello (ex-secretário de Administração), Juliano Cezar Volpato (empresário) e Valdísio Juliano Viriato (ex-secretário adjunto de Transporte e Pavimentação Urbana).

Já no dia 12 devem ser ouvidos os réus Edézio Correa (empresário), Alaor Alvelos Zeferino de Paula (servidor público) e Diego Pereira Marconi (ex-servidor da Sinfra). Os últimos réus a serem interrogados são José de Jesus Nunes Cordeiro (ex-secretário adjunto de Administração) e Francisco Anis Faiad (ex-secretário de Estado de Administração), isso no dia 15 de abril.

Sodoma

São réus: o ex-governador Silval da Cunha Barbosa; os ex-secretários de Administração César Zílio, Pedro Elias e Francisco Faiad; o ex-chefe de gabinete de Silval, Silvio César Corrêa Araújo; o ex-secretário adjunto de Administração e Coronel da Polícia Militar, José de Jesus Nunes Cordeiro; o ex-secretário adjunto da Secretaria de Transportes, Valdísio Juliano Viriato; os empresários Juliano Cézar Volpato e Edézio Corrêa e os ex-servidores da Secretaria de Estado de Transportes Alaor Alves Zeferino de Paula e Diego Pereira Marconi.

Eles respondem por fraudes à licitação, corrupção, peculato e organização criminosa em contratos celebrados entre as empresas Marmeleiro Auto Posto LTDA e Saga Comércio Serviço Tecnológico e Informática LTDA, nos anos de 2011 a 2014, com o Governo do Estado de Mato Grosso.

Segundo a Polícia Civil apurou, as empresas foram utilizadas pela organização criminosa, investigada na operação Sodoma, para desvios de recursos públicos e recebimento de vantagens indevidas, utilizando-se de duas importantes secretarias, a antiga Secretaria de Administração (Sad) e a Secretaria de Transporte e Pavimentação Urbana (Septu), antiga Secretaria de Infraestrutura (Sinfra).

As duas empresas, juntas, receberam aproximadamente R$ 300 milhões, entre os anos 2011 a 2014, do Estado de Mato Grosso, em licitações fraudadas. Com o dinheiro desviado efetuaram pagamento de propinas em benefício da organização criminosa no montante estimado em mais de R$ 8,1 milhões.

A investigação revela ainda que a partir de outubro de 2011, por determinação de Silval Barbosa, Juliano Volpato passou a efetuar um pagamento mensal de propina, sendo que o primeiro foi de R$ 150 mil, já que César Zilio teria exigido o pagamento de R$ 70 mil desde a vigência do contrato.

O esquema desvendado durante a 5ª fase da Sodoma aponta o direcionamento de licitações, além do contrato de empresas para o fornecimento de 29 milhões de litros de combustível para o Executivo. No entanto, havia a manipulação do sistema de inserção de dados quanto ao consumo e valores a serem debitados.

(Fonte: Extra MT)

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