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Esquema desviou R$ 700 mil de Superintendência de Trânsito, diz MP


Órgão investiga fraudes em licitações que contrataram empresa de fachada.
Promotor afirma que ex-superintendente desviava pagamentos, em Goiás.

O Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) estima que esquema de fraude investigado em operação desviou cerca de R$ 700 mil da Superintendência Municipal de Trânsito de Aparecida de Goiânia (SMTA), na Região Metropolitana da capital. O órgão afirmou que um ex-superintendente da unidade fraudou licitações usando uma empresa de fachada e desviava os valores pagos pelos serviços de transporte prestados para a conta da esposa dele.

Durante a operação, o ex-superintendente, que não teve a identidade revelada, e três parentes dele foram presos preventivamente nesta quinta-feira (6). Outras oito pessoas foram conduzidas coercitivamente para serem ouvidas na sede do MP-GO, em Goiânia. Também foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão.

O promotor responsável pelas investigações do caso, Leonardo Seixlack Silva, explicou que as apurações começaram há um ano, quando o MP-GO recebeu uma denúncia anônima sobre o fato. O órgão apurou que os pagamentos de R$ 12 mil mensais à empresa de fachada eram feitos desde 2009.

“O superintendente da época das fraudes se valia de uma empresa de fachada que estava no nome de laranjas, familiares dele. A partir disso, ele fraudou várias licitações para contratar caminhões que pertenciam a essa empresa de fachada, da qual ele era o proprietário de fato. Utilizando desses contratos que foram firmados com a SMTA, o dinheiro que ia para a empresa, um representante sacava das contas da empresa e depositava de volta na conta da esposa do ex-superintendente, mensalmente”, explicou.

Também conforme o promotor, as pessoas contratadas pela empresa eram parentes do ex-superintendente. Há ainda a investigação do crime de peculato entre os suspeitos, já que alguns materiais da SMTA eram usados para fins pessoais do ex-superintendente.

“Outros servidores estão envolvidos. Uma servidora imprimia notas fiscais da empresa [de fachada], eles faziam todo serviço para empresa dentro da SMTA e outros desviavam os bens”, afirmou o promotor.

Segundo Silva, os presos devem responder pelos crimes de fraude a licitação, organização criminosa, peculato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

A assessoria de imprensa da Prefeitura de Aparecida de Goiânia informou por meio de nota que o atual presidente da SMTA, Luziano Costa, “está colaborando com a investigação do Ministério Público e da Polícia Civil do Estado de Goiás para que todos os fatos sejam devidamente apurados e esclarecidos”.

(Fonte: G1)

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