Notícias

Correios usam crise para fazer gastos sem licitação

O esvaziamento dos Correios, que provocou uma crise na instituição, tem sido usado como justificativa pela estatal para contratações com dispensa de licitação que somam R$ 5,4 milhões.

 

Em quatro Estados –Acre, Ceará, Mato Grosso e Pará–, a direção nacional da estatal autorizou a contratação emergencial de empresas fornecedoras de mão de obra temporária e o aluguel de imóveis para a instalação de agências, sob o pretexto de evitar um apagão postal.

Essas contratações estão sendo feitas como parte de um plano emergencial que deveria ter sido extinto após a publicação de uma medida provisória que prorrogou os contratos das agências franqueadas dos Correios por mais sete meses.

 

Os contratos de quase 1.500 franquias venceriam em 10 de novembro e, para evitar o caos, os Correios elaboraram um plano de contingência que previa a contratação de pessoal de forma temporária e aluguel de imóveis e carros para a entrega de correspondências.

 

Mas este plano deveria ter sido abortado com a publicação da MP, em 14 de outubro.

 

Os contratos sem licitação são feitos pelas diretorias regionais, ocupadas em sua maioria por indicados políticos, mas com autorização da direção nacional.

 

No Pará, o diretor Carlos Roberto D’Ippolito foi indicado pelo deputado federal Jader Barbalho (PMDB-PA).

 

D’Ippolito é funcionário de carreira e foi assessor de Maurício Marinho, pivô do escândalo do mensalão, na diretoria de Operações dos Correios. Ele estava no cargo quando a imprensa divulgou vídeo de Marinho recebendo propina dentro do gabinete.

 

Neste ano, a diretoria no Pará contratou R$ 1,35 milhão com dispensa de licitação. Questionado se havia deficit de pessoal que justificasse a contratação de mão de obra, D’Ippolito afirmou: “Falta um bocado de gente”.

 

DEMISSÕES

 

A justificativa dada pela diretoria da estatal é que existe um deficit de pessoal devido a um PDV (Plano de Desligamento Voluntário) realizado no passado e que os Correios realizaram a entrega de provas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e de livros escolares.

 

No PDV, saíram 2,7% dos funcionários. Há um ano, está parado o concurso público para preencher 6.565 vagas.

 

Por: Leila Coimbra e Andreza Matais | Brasilia

Colaboração: João carlos Magalhães | Belém

(Fonte: Folha Online)

Related posts
Notícias

Senador alerta que nova licitação da BR-163 pelo Governo Federal vai encarecer pedágio e tornar MT “inviável”

Um estudo elaborado pela consultoria GO Associados alerta para o risco de Mato Grosso se tornar…
Read more
Notícias

STF adia julgamento de decreto sobre governança e licitações em campos da Petrobras

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, pediu na tarde desta quarta-feira…
Read more
Notícias

Concessionária que vai assumir rodovias da região de Piracicaba abre vagas de emprego

Nas próximas semanas, há previsão da agência iniciar a divulgação das vagas que serão…
Read more

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *